Europa

Veneza

Iniciamos mais uma parada desta viagem de 30 dias de carro pela Europa.

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Saímos cedo de Ljubljana. Era dia de Natal e não sabíamos o que iríamos encontrar aberto em Veneza. 250km, 3 horas. A estrada foi tranquila até entrarmos na Itália e passar pelo primeiro pedágio. Não tinha ninguém para cobrar, nem local para colocarmos dinheiro. Havia um botão vermelho bem grande, então apertei. Saiu um “bigliete”, puxei e falamos: “O que fazer com isso?” “Onde colocamos o dinheiro, moedas?”. A cancela à nossa frente abriu e seguimos em frente. Não entendemos nada. Quando saímos da estrada principal em direção à Veneza, outro pedágio. Rapidamente entendemos que deveríamos colocar o “bigliete” na máquina. Apareceu o valor a pagar na tela. Inserimos o dinheiro. Pegamos o troco e seguimos viagem.

Como Funcionam os Pedágios na Europa

Veículos Alugados que Podem ou NÃO Circular pela Europa

Passando por Mestre, cidade no continente e atravessando a Ponte Della Libertà que dá acesso a Veneza é tudo muito bonito – trens circulando pelo canteiro central e o mar ao lado com uma vista deslumbrante. Chegando na Piazzale Roma, você terá que deixar o carro em um estacionamento e seguir a pé, pois em Veneza não entra carro, nem moto, além de ser proibido andar de bicicleta, skate e afins. Estacionamos na Garage San Marco Venezia, muito fácil de encontrar.

Se chegar de trem, será pela Stazione di Venezia Santa Lucia.

Se vier de avião será pelo Aeroporto Marco Polo e de lá poderá chegar a Veneza (14 km) utilizando os seguintes meios:

  • ônibus terrestre ⇒ €8 por pessoa;
  • traslado de ônibus sem paradas e com wi-fi ⇒ a partir de €8 por pessoa;
  • ônibus aquático (alilaguna) com várias linhas, trajetos e paradas diferentes, então verifique qual a parada mais próxima do seu hotel ⇒ €15 por pessoa;
  • taxi terrestre com valor variado;
  • taxi aquático compartilhado com capacidade para até 10 ou 12 passageiros e custo a partir de €32 por pessoa. Te deixará na “porta” do seu hotel ou muito próximo dele.
  • taxi aquático privativo que deverá ser reservado com antecedência e você será recebido na saída do aeroporto com aquela plaquinha com seu nome impresso e não terá trabalho algum. Apesar do custo elevado (a partir de €195 por grupo), vale a pena se levar em consideração a facilidade após uma longa viagem de avião.

Com exceção do taxi aquático, os outros te deixarão próximo ou na Piazzale Roma, na entrada da cidade. E de lá ao seu hotel será a pé ou de taxi aquático. A pé terá que carregar suas malas, passando por dezenas de pontes sem rampas, só degraus. E aqui já vai a 💡 dica: ou mochila ou mala de mão bem leve para não se estressar de cara nesta maravilhosa cidade. E não se esqueça, tem a volta. 😎 A acqua alta também – explicado mais à frente.

Como estávamos de carro, deixamos as malas no carro e levamos apenas uma de mão e mochila para nós três. Uau, foi muito bom. Aqui vai um detalhe, a chave do carro fica no carro. Vamos confiar né?!?!?!

Escolhemos um apartamento – Art Apartments Venice – próximo (500m) da Piazzale Roma, pois já que por aqui se anda muito neste “labirinto”, sujeito a se perder algumas vezes (o que é uma delícia) e com pouco tempo que tínhamos, seria mais aproveitável. Esta rede de apartamentos em Veneza tem diversas unidades espalhadas pela cidade, então escolha o local mais adequado para seu grupo.

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Localizado no térreo de um predinho, o apartamento era muito bom e grande para os padrões de Veneza. Tinha até um jardim privativo, imaginou?

Deixamos nossa mala e saímos para almoçar. 15h00. Dia 25 de dezembro, Natal. A tarde estava linda e ensolarada. Temperatura por volta de 6°C.

Nesta época, entre Natal e Reveillon, Veneza não é tão cheia de turistas como no Verão, claro. Mas em algumas pontes andamos bem devagar, em fila indiana mesmo, pois a passagem era bem estreita e tem “trânsito” de pessoas indo e vindo. Ao todo são 118 ilhas muito próximas, recortadas por 150 canais e 455 pontes.

Fomos em direção a Stazione di Venezia Santa Lucia. Apesar do frio, tomamos um sorvete maravilhoso. Depois continuamos andando pela “rua principal”, passando por diversas pontes, hoteis, lojas, cafés, restaurantes e igrejas, claro.

Um final de tarde incrível. Anoiteceu rápido. Temperatura diminuiu um pouco mais.

Amanhã sair bem cedo. Andar, nos perder até chegar na Piazza San Marco. 🙂

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Ultimamente Veneza tem aparecido nos noticiários, principalmente pela implantação de controle de visitantes.

O turismo tem afastado seus moradores e a cada ano mil vendem suas casas para estrangeiros. Hoje só existem 50 mil venezianos morando. E 24 milhões de visitantes por ano, sendo 2,5 milhões desembarcando de cruzeiros, “entupindo” a Piazza San Marco, única praça e principal ponto turístico da cidade. Uau!!!

A UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – está impondo medidas ao Governo, a fim de evitar que a cidade seja retirada da lista de cidades patrimônio da humanidade.

Com isso, o Governo local, seguindo as condições impostas, aprovou a redução gradual no tráfego dessas mega-embarcações. Por ora, o acesso ficará aberto aos com menos de 55.000 toneladas. Os demais serão desviados à passagem de Malamocco e atracarão no porto de Marghera, em Mestre.

Ainda para tentar diminuir o fluxo de turistas, no dia 28 de abril de 2018, entraram em funcionamento as catracas instaladas nas extremidades da Ponte da Constituição e da Estação Ferroviária de Santa Lucia, a fim de controlar o número de entrada de turistas. Até o momento (agosto de 2018) este acesso nunca foi fechado, mas está lá. Há quem diga que é somente para inibir os aventureiros.

Barcelona e tantas outras cidades passam pela mesma situação contra os turistas. No Brasil temos controle para ir à alguns locais, como Fernando de Noronha, por exemplo. Ilhabela, vira e mexe, trata do assunto também.

Não estamos sendo pessimistas ou negativos com relação a Veneza, apenas mostrando a realidade.

De uma coisa nós temos certeza: Venha para cá. É imperdível. 🙂


Dia seguinte, acordamos cedo, tomamos nosso café da manhã e saímos em direção a Piazza San Marco. Não é tão distante, mas no meio do caminho tem tanta beleza que você vai andando e curtindo.

Seguimos (tentamos seguir) o roteiro abaixo e, claro, nos perdemos 🙂 mas é muito divertido, porque logo você encontra o caminho novamente. É sensacional.

Parece um labirinto. E é! Muito fácil se perder entre as ruazinhas. Ponte para todos os lados. Água à esquerda e à direita. Sem qualquer proteção na maioria dos canais. Então cuidado com os pequenos.

Eu li várias vezes: “Se for a Veneza e não passear de gôndola, você não foi a Veneza”. Então, logo no início de nosso passeio, pegamos uma gôndola. É verdade, a frase faz todo sentido. É caro, mas inesquecível. Uma sensação sem igual. Além do que é extremamente romântico. 😎 E os canais estavam bem vazios neste horário, então deu para aproveitar muito. NÃO PERCA ESTA OPORTUNIDADE e reserve já seu passeio de gôndola para até seis pessoas.

Construções antigas, incrustadas nas rochas, com a água batendo nas laterais dos predinhos. Cestinhas de flores nas janelas. Itália né??????? “Tutto molto bello”!

Independente da localização de seu hotel, você chegará a Piazza San Marco e consequentemente a Basilica di San Marco, o Palazzo Ducale e o Campanario de la Basilica que se ergue a um lado da praça.

E encontrará também a Biblioteca Nazionale Marciana, o Museo Archeologico Nazionale di VeneziaProcuratoria della Basilica de San Marco, Logetta, o Giardini Reali, Museo Correr, entre outros.

Em frente ao Giardini Reali você poderá pegar uma balsa e atravessar o Grand Canal chegando a Basilica di Santa Maria della Salute. E, de lá, voltar até a Piazzale Roma, se perdendo um pouco mais pelo caminho. 😆

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O Sol se pondo em tons de laranja, vermelho e azul. Os gondoleiros, barcos, lanchas passando vagarosamente pelo mar. Belíssimo.

Ficamos com a sensação de que as pessoas correm de um lado para outro com suas malas. Uns indo, outros vindo. Malas e mais malas. É um movimento impressionante.

Tudo muito caro, claro. Mas um lugar maravilhoso para passar alguns dias.

Andamos muito, curtimos muito e foi maravilhoso ter vindo conhecer esta cidade. A Silma disse que foi o lugar mais bonito que já conheceu. Não é para menos. Fantástico!!!!!!!


Se tiver um ou dois dias a mais, poderá pegar uma balsa até a ilha de Murano, local famoso pelas obras em vidro, particularmente objetos decorativos e candeeiros. Uma vez lá, visite o Museo Vetrario.

Poderá visitar também as ilhas de Torcello e Burano.

E olha o mapa. Parece pequena, mas a cidade é bem grande.


Já ouviu falar em Acqua Alta? É um fenômeno que ocorre com frequência na cidade, quando a maré sobe muito (superior a 90 mm acima do nível normal da maré), provocando enchentes nos locais mais baixos, como a Piazza San Marco na foto. A enchente já chegou a alagar 96% da cidade, mas isso é bem raro. Mas eles estão preparados e montam os caminhos com placas para as pessoas andarem. 😯

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Fonte: Wikipédia


Dia seguinte, tomamos nosso café da manhã, pegamos nossa mala, nosso carro e seguimos para Florença. Mas antes uma parada em Ferrara para almoçar e conhecer um pouco da cidade dos ancestrais da Silma.

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Veja este roteiro, um pouco menor, que elaboramos e em breve estaremos postando aqui sobre Istambul, Capadócia, Stäfa, Zurich, Genebra, Sallanches, Megève, Saint-Gervais-les-Bains, Chamonix-Mont-Blanc, Turim, Milão, Trento, Levico Terme, Lago di Caldonazzo, Innsbruck e Kontanz. E claro, nossa avaliação da aérea Turkish Airlines, surpreendente …


 

2 respostas »

  1. Bom dia João!

    Suas dicas valem ouro! Obrigada por compartilhar! Só tenho uma dúvida…temos planos de alugar o carro em Bolzano e atravessar as fronteiras da Áustria e Alemanha, será que a circulação é válida para carros da marca Fiat (Panda)? E sim, vamos comprar o adesivo antes de passar pela fronteira da Áustria.

    Obrigada e tudo de bom!

    Att.,

    Adtiana

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    ________________________________

    Curtido por 1 pessoa

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